TJPB nega liminar e mantém prisão de Hytalo Santos, em João Pessoa

 O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, nesta segunda-feira (12), negar o pedido de liminar que solicitava a soltura dos influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã Vicente, presos desde agosto de 2025. A decisão foi proferida pelo desembargador João Benedito, integrante da Câmara Criminal da Corte.

De acordo com a defesa, representada pelo advogado Sean Abib, o Habeas Corpus não foi rejeitado. O que houve, na verdade, foi apenas a negativa da liminar, que é uma decisão provisória. O mérito do HC ainda será analisado por um colegiado de desembargadores da Câmara Criminal do TJPB. Até que esse julgamento aconteça, o casal seguirá preso.

Hytalo e Israel estão custodiados na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Roger, em João Pessoa. Eles respondem a acusações de tráfico humano e exploração sexual infantil, em um caso que ganhou grande repercussão nacional em agosto do ano passado.

A investigação teve início em dezembro de 2024, a partir de denúncias feitas pelo Disque 100. Meses depois, o caso ganhou ainda mais visibilidade após o youtuber Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, divulgar um vídeo relatando supostas práticas de exploração de menores envolvendo o influenciador.

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou outras medidas cautelares, como a proibição de contato com menores de idade e a suspensão da monetização dos conteúdos produzidos pelo casal nas redes sociais.

Antes de ter suas contas desativadas, Hytalo — que somava cerca de 17 milhões de seguidores — negou as acusações e afirmou que todas as atividades com adolescentes eram acompanhadas pelas mães. Ele também alegou que duas das jovens citadas no processo já são emancipadas.

primeira audiência de instrução do caso foi realizada no dia 4 de novembro, no Fórum Criminal de Bayeux. Na ocasião, foram ouvidas seis testemunhas de defesa e duas de acusação, entre elas a influenciadora Kamylinha, de 18 anos, que participava dos vídeos do casal. Já Felca prestou depoimento como testemunha de acusação no dia 6 de novembro.

O processo segue em tramitação na Justiça paraibana, aguardando agora a análise do mérito do Habeas Corpus pela Câmara Criminal do TJPB.

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