Na volta para Terra, Artemis II enfrentará calor equivalente a meio Sol

 Às 21h07 desta sexta-feira (10), a Artemis II inicia uma das etapas mais críticas da missãoa volta à Terra. Nesse momento crucial da jornada, além de precisão absoluta, a espaçonave e os tripulantes terão de enfrentar condições extremas.

Se até aqui a viagem como um todo foi complexa, o retorno não seria diferente, ainda mais quando se trata do calor que os astronautas enfrentarão.

Ao entrarem na atmosfera terrestre, a cabine Orion enfrentará temperaturas extremas, podendo passar dos 2.760 graus Celsius.

Esse calor é suficiente para derreter quase todos os metais conhecidos e equivale a cerca de metade da temperatura da superfície do Sol — que é de aproximadamente 5.500 graus Celsius.

Para suportar as condições extremas, a espaçonave conta com um escudo térmico projetado para absorver e dissipar o calor extremo. Parte do material se desgasta propositalmente, levando embora a energia térmica e protegendo o interior da nave.

A velocidade também é um fator crítico. Ao retornar do espaço profundo, a cápsula pode ultrapassar 30 mil km/h, o que intensifica ainda mais o aquecimento. Pequenos desvios no ângulo de entrada podem significar desde superaquecimento até o risco de “quicar” na atmosfera.

Neste momento, ocorrerá o mesmo que aconteceu quando eles estavam no lado oculto da Lua: ficarão incomunicáveis — mas, desta vez, por apenas 6 minutos.

Depois de atravessar a atmosfera, a cápsula Orion iniciará a abertura dos paraquedas em etapas: primeiro os de estabilização, por volta de 6,7 km de altitude, seguidos pelos três principais, responsáveis por reduzir a velocidade para um pouso seguro no oceano.

Resgate e retorno dos astronautas

Após o splashdown (como é chamado o pouso no oceano), equipes de resgate devem retirar os astronautas da cápsula em até duas horas. Em seguida, eles serão transportados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passarão pelas primeiras avaliações médicas.

Na sequência, a tripulação seguirá de volta ao continente e embarcará rumo ao Centro Espacial Johnson, no Texas, onde dará continuidade ao monitoramento pós-missão.


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