Operação policial termina com dois mortos após assassinato de militar na região de Pedras de Fogo

 A morte do soldado Luiz Felipe, de 20 anos, lotado no Exército em Pernambuco, ainda é tratada com pontos em aberto pelas autoridades e pela própria narrativa inicial do caso. O jovem teria saído de Pernambuco em direção a João Pessoa para resolver “questões pessoais” e, no retorno, acabou baleado durante suposta tentativa de assalto.

O soldado viajava de moto e, ao voltar para Recife, teria mudado o trajeto e acessado uma rota que passa pela região de Alhandra, na Paraíba, em vez de seguir pela BR-101, caminho considerado o mais direto entre as capitais. A alteração de percurso é uma das dúvidas centrais apontadas, já que não houve menção a bloqueios formais na rodovia principal no momento do deslocamento.

Durante o deslocamento por essa rota alternativa, o jovem teria sido abordado por criminosos que tentaram levar a motocicleta. Ao não obedecer à ordem de parada, ele foi atingido por um disparo na região do abdômen. Mesmo ferido, conseguiu seguir até Goiana (PE), onde pediu ajuda em um posto de combustível e foi encaminhado a uma unidade de saúde. Ele não resistiu.

Após o crime, a Polícia Militar da Paraíba e a Polícia Militar de Pernambuco iniciaram uma ação conjunta para localizar suspeitos. Na manhã seguinte, uma operação em Pedras de Fogo (PB) terminou em troca de tiros. A PM informou que chegou ao local após denúncia de que integrantes do grupo estariam escondidos em um assentamento e que as equipes foram recebidas a disparos. No confronto, dois suspeitos morreram e um terceiro foi preso.

O delegado Éder Hass citou a apreensão de motocicletas e de armas com os suspeitos, incluindo uma espingarda e uma pistola. A polícia também confirmou que o homem conhecido como “Luan” já era alvo antigo de ações na área, apontado como atuante em crimes na faixa que envolve Alhandra, Mata Redonda e Pedras de Fogo.

Outro ponto citado é que o suspeito morto na operação era investigado por crimes anteriores e aparecia como possível envolvido em ocorrências graves na região, com apurações em andamento. A expectativa das forças de segurança é de que o desdobramento da investigação ajude a esclarecer a dinâmica do ataque ao soldado e eventuais conexões do grupo.

As autoridades devem concentrar as próximas etapas da apuração em elementos como trajeto do deslocamentoregistros de localização do celular (quando houver autorização judicial), além de depoimentos e cruzamento de informações para confirmar a sequência exata dos fatos.

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