Dois governadores estão se destacando como exceções entre os 12 que estão prestes a deixar seus cargos e que poderiam concorrer ao Senado: Carlos Brandão (MA) e Marcos Rocha (RO). Apesar de estarem à frente nas pesquisas, ambos estão relutantes em colocar seus nomes nas urnas para as eleições de 2022, preocupados com a possibilidade de “traição” por parte de seus vices, que poderiam assumir o controle dos Estados.
Dos 18 governadores que estão em final de mandato, doze têm a opção de lutar por uma cadeira no Senado durante as eleições de outubro deste ano, que envolverá a disputa de 54 das 81 vagas. Entretanto, Carlos Brandão (sem partido), do Maranhão, e Marcos Rocha (União), de Rondônia, se destacam como as principais exceções. Ambos têm resistido à ideia de entregar suas posições e a estrutura administrativa a seus vices, temendo uma eventual traição.
Embora Brandão lidere as pesquisas de intenção de voto no Maranhão, ele está determinado a concluir seu mandato, que se encerra em dezembro. Caso decidisse concorrer, seria necessário que ele se afastasse até abril. No entanto, ele se recusa a passar seu posto para Felipe Camarão (PT), seu vice, que se transformou em um adversário.
Se optar por permanecer, Brandão abrirá caminho para que Camarão tenha a chance de minutos para se candidatar ao Senado. “Vou até o fim porque não entregarei o cargo a alguém que se aliou aos meus adversários”, afirmou o governador.
Uma situação similar se desenrola em Rondônia, onde o governador Marcos Rocha também está considerando desistir de sua candidatura ao Senado, apesar de ser apontado como favorito nos índices de intenção de voto. Em junho do ano passado, Rocha ficou preso em um aeroporto de Tel-Aviv, Israel, devido a um conflito, e permaneceu retido por quase uma semana.
Durante sua ausência, seu vice, Sérgio Gonçalves (União), aproveitou a oportunidade para entrar com uma ação judicial pedindo a suspensão de uma lei local que possibilitava a Rocha continuar exercendo suas funções mesmo fora do Estado. Esse episódio culminou no rompimento entre os dois. “É muito difícil entregar o governo a alguém que me trai”, declarou Rocha em um comunicado. Contudo, o governador não descartou a possibilidade de voltar atrás em sua decisão.
Veja
0 Comentários